Criaturas Mitológicas – Parte 2

Ragnarok-fim-do-mundo-nordico

Criaturas lendárias, mitológicas ou fantásticas são criaturas fictícias presentes na mitologia ou no folclore. Podem ser conhecidas em várias regiões do mundo, ou então a mesma criatura pode ter significados e lendas diferentes em regiões diferentes. As criaturas lendárias podem ter elementos ou atributos sobrenaturais, como cuspir fogo (caso do Dragão), um tamanho aberrante (caso do Monstro do lago Ness e o Kraken) ou ser composta por partes de vários seres (caso da Esfinge e Quimera). Vamos conhecer então a segunda parte do assunto “Criaturas Mitológicas”

Tengu

  • Tengu

Tengu (do japonês “Cão do paraíso”). Originário da mitologia Japonesa. É descrito como um Humanoide, possuindo duas aparências distintas, uma chamada de Karasu Tengu – corpo humano com cabeça de Corvo. A outra de Konoha (Yamabushi) Tengu – corpo Humano, pele vermelha e um longínquo nariz. As duas formas são dotadas de asas. Segundo as lendas, os Tengu, possuem poderes sobrenaturais, algumas de suas habilidades incluem Metamorfose, tele transporte e penetrar nos sonhos dos mortais. São excelentes artistas marciais, porém Karasu Tengu se destaca. Apesar de serem guerreiros formidáveis, os Tengus, gostam muito de pregar peças e aprontar peripécias visando à desordem. Sacerdotes Budistas que se entregaram ao orgulho, autoridades que usam do poder e inteligência para ganhar fama e Samurais que se tornam arrogantes são os principais alvos destas criaturas. Dizem que pessoas mal comportadas reencarnam como Tengus e pessoas que contrariam as leis do Dharma despertam a antipatia deles. Os Tengus habitam florestas e montanhas.

Huldra

  • Huldra

Originaria da mitologia escandinava. É descrita como sendo uma bela jovem de corpo voluptuoso, porém possui em sua costa uma cauda de raposa, assim como um buraco semelhante ao de um tronco velho. Segundo as lendas, a Huldra, é um ser da floresta, portadora de força sobre-humana, resistente a ferimentos e vive na floresta, lugar onde atrai homens que sucumbiram a seus encantos, tendo relações sexuais com eles. Mas esta relação é perigosa, uma vez nos braços da Huldra, o Homem, se torna obcecado a ponto de retornar varias vezes, todas as noites, resultando na drenagem de sua energia, o tornando cada vez mais fraco e debilitado a ponto de não conseguir andar. Porém existem formas de se quebrar este encanto, amarrar em si, ervas como a Tibast e Vandelrot causara o desinteresse da Huldra por você, ela lhe dará as costas e ao ver a costa oca, o feitiço será quebrado. Se ela casar em uma igreja, sua cauda cairá lhe tornando Humana e sua beleza se tornara feiura. Aparece na mitologia Sueca, Norueguesa e alemã.

Jorogumo

  • Jorogumo

Jorogumo (do Kanji  女郎蜘蛛 “Mulher aranha”). Originaria da mitologia japonesa. É descrita como uma gigantesca aranha com cabeça de mulher. A Jorogumo possui as habilidades de uma aranha, mas também pode metamorfosear-se em uma bela jovem, usando desta habilidade para atrair uma presa e encerra-la em suas teias. Diz à lenda que ao completar 400 anos seus poderes mágicos se manifestam. Lendas contam que se disfarçando de uma bela jovem voluptuosa, Jorogumo, atrai suas vitimas para uma casa vazia, seduzido por sua beleza, a vitima tem sua atenção desviada pelo som melódico de um Biwa (instrumento musical de cordas japonês), envolvido pela beleza de Jorogumo a tocar a bela canção, ele não percebe, mas seu corpo está sendo envolto de fios de teia, quando finalmente perceber, será tarde demais. Jorogumo também é tida como protetora dos afogados, sendo adorada como uma deusa que protege a todos deste tipo de infortúnio.

Baku

  • Baku

Originário da mitologia chinesa, mas muito presente na Japonesa. È descrito como hibrido de Elefante e tigre, possuindo cabeça de elefante e corpo de tigre. Porém existe outra versão ainda mais incomum, é originaria da china antiga, onde a criatura tem características de um cabrito com nove caudas, quatro orelhas e munida de olhos nas costas. Baku é uma criatura que se alimenta de sonhos, pesadelos e também de azar, não causando nenhum tipo de maleficio a sua presa, ao contrario, as lendas consideram Baku como protetor contra pestes, pesadelos e qualquer tipo de mal. Imagens desta criatura eram pintadas com tinta dourada nos travesseiros da nobreza e ornamentos com sua imagem eram presos nas camas, acreditando-se trazer boa sorte e proteção. Em suma o Baku é uma criatura extremamente auspiciosa e benevolente.

Chonchon

  • Chonchón

Originário da mitologia Mapuche. É descrito como híbrido de humano e pássaro, sendo assim uma cabeça humana de aspecto medonho, possuidora de grandes orelhas, usadas como asas. A parte inferior de seu corpo é semelhante à de um pássaro, possuindo poderosas garras. O Chonchón possui a habilidade de emitir um grito poderoso o suficiente para matar uma pessoa ou animal, podendo também utilizar-se de suas poderosas garras para atacar. Diz à lenda que um Mago negro, usuário dos espíritos malignos, poderia metamorfosear-se em um Chonchón quando lhe fosse conveniente, muito útil em momentos de perigo, onde a única opção é a retirada. Aparece na mitologia Chilena e de algumas regiões da Argentina.

Ammit

  • Ammit

Ammit, Ammut, Amut ou Ahemait. Originária da mitologia egípcia. É descrita como hibrido das criaturas mais temidas pelos egípcios, Crocodilo, Leopardo e Hipopótamo; Ostenta a cabeça de um Crocodilo, o dorso de um Leopardo e os membros inferiores de um Hipopótamo. É considerada uma divindade nascida do Universo e da essência, é a personificação da punição divina, desempenhando o papel de executora de almas renegadas. Esta criatura participa do julgamento das almas, orquestrado pelo deus Anúbis, que dispunha de uma balança, onde de um lado repousa o coração do réu e do outro uma pena, representação da verdade. A balança deveria se equilibrar para que a alma tivesse direito de ir para o Amenti, finalmente descansando em paz. Mas ao pender para um lado, a balança, demonstrava que em vida, aquela pessoa não se portara de maneira digna e seu coração era jogado para Ammit, que o engolia e com suas poderosas garras, rasgava o que sobrara do corpo, destruindo a alma para todo sempre.

Onmoraki

  • Onmoraki

Originario da mitologia Chinesa. É descrito como uma Garça negra com o rosto semelhante ao de um humano. O Onmoraki é um demônio criado a partir dos espíritos inquietos daqueles que não tiveram um funeral adequado. Possui a habilidade sobrenatural de cuspir fogo, também é dotado de um canto tenebroso e arrepiante. Diz à lenda que o Onmoraki, expulsa aqueles que se atrevem a dormir nas salas de sermões dos templos, ele aparece do nada batendo suas asas e entoando seu canto assustador. Naturalmente lançando fogo se for confrontado.   Conta-se também que os sacerdotes que negligenciam a leitura dos Sutras, recebem a visita do Onmoraki, que surge no altar doméstico entoando o Sutra da Degeneração.  Esta criatura é citada em um antigo livro chinês, chamado Qin Lu Zun.

Manananghal

  • Manananggal

Originária da mitologia Filipina. É descrita como uma vampira, dotada de asas de morcego, uma língua consideravelmente comprida, fina, pontiaguda e negra. Mas a característica primordial de um Manananggal é sua capacidade de decepar seu corpo em dois, separada pela cintura, seu dorso pode alçar voo em busca de vitimas.  É naturalmente perversa, não poupando sua caça e a matando enquanto dorme. O feto ainda dentro do útero é seu alimento preferido, com sua língua, ela suga o coração e o sangue do adormecido. Naturalmente possui um ponto fraco, suas pernas se tornam inertes com a separação do corpo, se tornando vulnerável, pois ao colocar sal ou alho sobre a superfície, o dorso não poderá se reestabelecer, morrendo ao nascer do sol. Mesmo sem estar separada, Manananggal, é vulnerável a armas feitas de metal.  Uma característica curiosa é o bater de suas asas, o barulho das batidas fica cada vez menor com a aproximação da criatura, consequentemente, os desavisados pensaram que ela esta se afastando e serão surpreendidos pelo ataque. Aparece na mitologia Filipina, na indonésia e Malásia.

Scylla

  • Scylla

Scylla, Cila ou Skylla. Originária da mitologia grega. É descrita tendo dorso de uma mulher, sua cintura adornada por doze cabeças de cão e suas pernas deram lugar á seis grandes serpentes. Scylla nem sempre foi uma criatura malévola, na verdade em seu passado, ostentava uma beleza arrebatadora, que despertou o amor de Glauco, antes um mortal que fora transformado em uma criatura marinha diante a vontade dos deuses. No entanto a bela ninfa não conhecia a admiração do mesmo, cansado de um amor platônico, Glauco, decide revelar seus sentimentos, mas a ninfa aterrorizada com a aparência de seu admirador foge pra o mar, escondendo-se entre as fendas, dentro das grutas e cavernas submarinas. Ainda incrédulo de tal rejeição, Glauco se atira ao mar no encalço da bela Scylla, sem êxito em sua procura, desolado, recorre à magia de uma feiticeira, a mesma concorda em ajuda-lo, mas o que Glauco desconhecia é que ao vê-lo, a feiticeira, se apaixonou, e sua ajuda na verdade visava acabar com a paixão dele pela ninfa. Ao cair da noite, sorrateira, a feiticeira adentra a caverna de Scylla e em sua fonte de banho despeja gotas de veneno, em seguida desaparece, sem saber de tal feitiçaria, a ninfa banha-se normalmente, mas aos poucos suas belas volúpias se tornam horríveis criaturas ao som de ruídos guturais. Aterrorizada, Scylla, corre ao encontro de Glauco, que a recebe de braços abertos, chorando continuamente, ela não percebe, mas Glauco, já não está mais apaixonado por ela, desolada com tal rejeição, foge para o estreito de Messina, entre a Itália e a Sicília, agora corrompida pelo ódio, se esconde entre as rochas, quando seus cães escutam alguém se aproximando, começam a latir e ela desperta, destruindo e matando qualquer embarcação ou viajante desavisado que se aproxime de suas rochas.

Simurgh

  • Simurgh

Originária da mitologia Persa. È descrita como tendo corpo de ave, parecido com de um pavão, cabeça de cão e garras de leão, seu tamanho é de proporções gigantescas, suficiente para levar em suas garras um elefante ou uma baleia, ostenta em suas penas uma coloração cobre.   É representada como uma criatura extremamente benevolente, amável, caridosa e fraternal. Conhecida como purificadora das terras e das águas, símbolo de fertilidade. A Simurgh vive na Gaokerena “Arvore da vida”, que fica no meio do mundo marítimo, esta árvore é conhecida por gerar um potente remédio conhecido como “Tudo cura”, as sementes de todas as plantas do mundo ficam depositadas nela, quando Simurgh levanta voo, leva consigo as mesmas, fazendo-as flutuar ao redor do mundo, enraizando-se ao final e consequentemente gerando cura para todas as doenças. Sua aparição mais notável esta no Shahname “Livro dos Reis”, onde Saam, que acabará de se tornar pai, fica surpreso ao notar que seu filho, Zal, é albino, o considerando cria de demônios, abandona a criança na montanha Alborz, a mesma começa a chorar, o som estridente acorda a adormecida Simurgh, que acolhe a criança, a criando com todo carinho e a ensinando com seu vasto conhecimento sobre o mundo, ele se torna um homem e vai para junto de sua raça, levando consigo três penas de ouro de sua mãe adotiva, que ao queimadas convocão a mesma para perto, ele se casa e tem um filho, mas o parto foi problematico, e somente um sairia vivo, então Zal queima uma das penas, Simurgh aparece e o auxilia, salvando a vida de sua mulher e filho, o mesmo se tornaria um dos maiores heróis persas, conhecido como Rostam. Aparece na mitologia Persa, Arménia, Bizantina e  outras influenciadas pelos Persas.

Anúncios

Deixe seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s