Origem

img-corpo-conteudo-2j

Post abordando lobisomens, vampiros e suas origens.

  • Lobisomem

185sz

Os Lobisomens (Lycans, Lupinos), seres grandes, fortes, rápidos e durões, não há melhor maneira para os descrever. Inferiores que os vampiros em estado humano, mas conseguem supera-los facilmente em estado animal, porém, quando humano,  ainda apresentam algumas qualidades, tais como, força bruta, regeneração instantânea e sentidos muito apurados, como audição e olfato. Em estado animal acrescentam-se ainda mais força extrema, grande velocidade e capacidade de subir pelas paredes recorrendo as garras. Como desvantagens principais, lobisomens tem alergia a prata e incapacidade de usar qualquer arma.
Lendas e superstições mostram o lobisomem como um personagem maligno. De acordo com antigas crenças, um humano que possui a habilidade da transmutação em lobo durante a noite, em particular sob a influência da lua. Presumia-se que a maldição era contraída através da mordida de um outro lobisomem, ou amaldiçoada por um mago. A imagem mais comum é a de uma criatura do mal, percorrendo a noite em busca de vítimas, tanto animais quanto humanas.

Lobisomem_01capa_thumb
As lendas sobre Lobisomens tiveram início na França, no séc. XV. Mais de 30.000 ações judiciais contra Lobisomens aconteceram.
Não se sabe exatamente quando os Lobisomens apareceram. A primeira aparição deve ter ocorrido no século 5 a.C., quando os Gregos, estabelecidos na costa do Mar Negro, levaram estrangeiros de outras regiões para mágicos capazes de transformar a si mesmos em lobos. Os anciãos diziam que essa metamorfose tornava possível a aquisição da força e astúcia de uma fera selvagem, mas os Lobisomens retiam suas vozes e vislumbre humanos fazendo com que não fosse possível distingui-los de um animal comum. Por outro lado, a verdadeira e mais comum lenda dos Lobisomens nasceu em terras francesas, e de acordo com estas lendas, existem quatro  formas de alguém se tornar um Lobisomem.

  • Pela própria maldição, resulta em o que é chamado de Lobisomem Alpha, que pode ser visto como o primeiro Lobisomem de uma grande família. O desafortunado indivíduo ganha a perversa maldição por ter desafiado ou destruído um poderoso mago. Ele irá perceber que está amaldiçoado na primeira noite de lua cheia, depois do encantamento. A primeira metamorfose é a mais traumática e uma completa surpresa.

lobisomem

  • Transmissão hereditária devido ao fato de uma criança  obter a mesma maldição de seu pai ou mãe. É exatamente o mesmo resultado de ser mordido por um Lobisomem, se um Lobisomem decidir transmitir a maldição para outra pessoa, é suficiente que ele a morda. Mas normalmente, o Lobisomem irá considerar muito cruel amaldiçoar alguém dessa forma, então escolherá matar e devorar a vítima.

images

  • Sobreviver à um ataque. Se a vítima for mordida e sobreviver, irái dormir bastante nas próximas semanas enquanto a doença se propaga pelo seu corpo. Com a primeira lua cheia, a vítima vai descobrir seu novo e maléfico potencial e um incontrolável desejo de sangue.

1200706

  • Maldição lançada por magia, geralmente feita por magos ou bruxas que, por suas razões, fazem de humanos impotentes mutarem para feras incontroláveis.

oborotni_03

Hierarquia das Famílias

Um Lobisomem Alpha pode gerar uma série de Lobisomens Beta na terra, tanto por reprodução, quanto por mordida. Este deve obter a absoluta lealdade dos Lobisomens Beta, do contrário, como são imortais, sangrentas batalhas pela liderança da alcatéia serão o resultado, pois alguns Lobisomens rebeldes podem instigar atritos em uma alcatéia. Sem dúvida, o Alpha, mesmo sendo o líder, não pode matar um Lobisomem de sua família, pois todos os danos que ele infligir, serão também infligidos nele próprio. Por outro lado, um Beta pode matar um Lobisomem Alpha sem dificuldade e, assim, libertá-lo da maldição. Usualmente, o  Alpha é protegido por um ou mais Lobisomens Beta, pois os mesmos podem se matar entre si. É similar à árvore genealógica onde nenhum pode ferir seus descendentes, mas sim, ferir seus ancestrais e irmãos.

images (2)

Em mesas de RPG e na maioria dos contos, lobisomens e vampiros não compactuam de relações amigáveis. Lobisomens são filhos de Gaia, a mãe terra, vampiros são seres não naturais, impuros.  As relações desses seres vão se modificando ao longo das épocas, com base na saga Crepúsculo, tanto os vampiros como os lobisomens tentam levar uma vida pacífica com os humanos, o que seria impossível, já que sua verdadeira origem é maléfica, e vale lembrar que o verdadeiro motivo de vampiros não poderem andar a luz do dia e dos lobisomens só se transformarem à luz da lua cheia, é a dicotomia luz e escuridão, a luz pertence ao bem e a escuridão ao mal, logo, ver vampiros à luz do dia, caminhando com humanos é um tanto quanto estranho.

  • Vampiro

images (3)

A palavra Vampiro surgiu por volta do século XVIII. Tem origem no idioma sérvio como Vampir, e sua forma básica é invariável nos idiomas tcheco, russo, búlgaro e húngaro. Lendas oriundas da Eslováquia e da Hungria, estabelecem que a alma de um suicida deixava seu sepulcro durante as noites para atacar os humanos, sugava o sangue e retornava como morcego para o túmulo, antes do nascer do sol. Assim, suas vítimas também tornavam-se vampiros após a morte, outros mitos pregam que as pessoas que morrem excomungadas, tornam-se mortos-vivos vagando pela noite e alimentando-se de sangue, até que os sacramentos da Igreja os libertem. Crianças não-batizadas, também se tornariam vampiros.

atpic25dj

A tradição judaico-cristã, tem a origem dos vampiros associada aos personagens bíblicos Caim e Abel. Caim foi amaldiçoado por Deus pelo assassinato de seu irmão, Abel. Os Anjos do Criador foram até ele exigir que se redimisse, orgulhoso, recusou-se e acatou as punições impostas pelos Anjos. A partir deste momento, Caim via-se condenado a solidão e vida eterna, temendo o fogo e a luz, longe do convívio dos mortais, sentiria a necessidade do sangue todos os dias, da mesma maneira que havia derramado o de seu irmão. Caim foi anistiado por Deus após sofrer durante uma era inteira. De volta ao mundo terreno dos homens, vagou muito e conheceu Lilith, uma mulher que lhe ensinou as poderosas artes do sangue e com seu poder Caim fundou e fez-se rei da primeira cidade chamada Enoque. Passado-se muitos anos de prosperidade em Enoque, Caim ainda sentia-se só devido a sua imortalidade, abatido e desmotivado, acabou por cometer outro grande erro, gerou três filhos com Lilith, que posteriormente geraram outros. Seguiram-se tempos de paz até que chegou o grande dilúvio e lavou toda a Terra. Na cidade de Enoque, sobreviveram apenas Caim, seus filhos, netos e uns poucos mortais. Assim, sua prole reergueu Enoque e assumiu o poder perante os mortais. Após um período de paz e prosperidade, os sucessores de Caim passaram a travar batalhas entre si, a autoridade dos governantes foi revogada, e tanto os mortais como os membros da prole sentiam-se livres para fundar outras cidades e tornar seu próprio rei. Dessa forma, os imortais ascendentes de Caim, espalharam-se por toda a Terra. De Caim não se tem mais noticias, porém dizem que os vampiros só não dominaram o mundo por medo de ele voltar e acabar com todos, pois mesmo odiando Deus, Caim o teme e não quer ter seu nome amaldiçoado novamente.

images (2)

Nesta versão da origem dos vampiros, vimos que tudo teve início com uma maldição divina atribuída a Caim, e depois herdada por sua prole. Porém, torna-se muito difícil estabelecer um limite entre os fatos e as lendas que circundam o mito vampírico, já que boa parte destas informações confunde-se entre os relatos e pesquisas históricas coerentes, com a ficção dos filmes e RPG’s. Na lenda de Caim, a conotação do termo Vampiro ainda está ligada apenas ao sentido de imortalidade, solidão e aversão a luz. A relação estabelecida entre a longevidade e a sede pelo sangue, deve-se possivelmente, a personagens lendários que viviam anos incalculáveis alimentando-se de sangue humano, após terem firmado supostos pactos com entidades malignas. Outras versões são encontradas em diferentes culturas, e todas combinam fatos históricos com a crendice regional. O mito do vampiro é um ponto comum entre várias civilizações desde a Antiguidade.

images (4)

Uma das maiores referências do mito vampírico é o sanguinário Vlad Tepes (ou Vlad III), que existiu realmente no século XV na Transilvânia.  Apesar da crueldade extrema com os inimigos, Vlad III não possuía nenhuma ligação com os vampiros. O termo Drácula (Dracul, originalmente significa Dragão) foi herdado de seu pai, Vlad II, que foi cavaleiro da Ordem do Dragão. Provavelmente, a confusão se deu através da semelhança entre os termos Drache, que era o título de nobreza atribuído à Vlad II, e Drac que significa Diabo.
A relação entre Vlad III e o mito vampírico foi dada pelo escritor Bram Stocker, o autor de Drácula inspirou-se  nas atrocidades cometidas por Vlad III, e as incorporou em seu personagem principal. A partir deste momento, Vampiro e Drácula tornaram-se praticamente sinônimos na literatura e nas crenças populares. No Brasil também encontra-se mitos relacionados aos vampiros e outros seres semelhantes. Neste caso, os registros entrelaçam-se com o rico folclore das várias regiões do país. Desde os centros urbanos, até as áreas menos desenvolvidas do Brasil, é comum ouvir-se relatos dos ataques sanguinários de criaturas que perambulam pelas madrugadas. Na maioria das vezes, essas histórias assemelham-se muito com as lendas européias. Na mitologia indígena existe o Cupendipe, que apesar de não possuir a sede de sangue caracterizada pelos vampiros, possui asas de morcego, sai de sua gruta apenas durante a noite e ataca as pessoas usando um machado.

03774e0468efe75e30cdaf8096f88fcb

No nordeste brasileiro conta-se a história do Encourado. Um homem de hábitos noturnos, que usa trajes de couro preto, exalando um odor de sangria. O Encourado ataca animais e seres humanos para sugar-lhes o sangue. Prefere as pessoas que não frequentam igrejas. Porém, os habitantes das cidades por onde o Encourado passa, oferecem-lhe o sacrifício de criminosos, crianças ou animais de pequeno porte. Em Manaus, há relatos da presença de uma vampira que atacava os moradores, sugando o sangue através da jugular e deixando marcas de dentes em sua vítimas, exatamente como é contada nos cinemas. Após os ataques, a vampira corria em direção a um rio e transformava-se em sereia, desaparecendo na água. A Vampira do Amazonas possui a capacidade de transmutar-se e força física descomunal. Em maio de 1973 no município paulista de Guarulhos, foi encontrado o corpo de um rapaz com as perfurações características em seu pescoço. Esse é apenas um exemplo da hipotética ação de vampiros em zonas urbanas. Neste caso, os relatos transcendem a fronteira da boataria e do folclore.

  • Dicionário Vampírico

Existe entre os Membros um patois distinto, extraído de diversas línguas, que confere novas nuances de significado a certas palavras mortais. Muitas vezes é possível adivinhar a qual geração um vampiro pertence pelo vocabulário que ele emprega. Há uma distinção nítida entre as palavras usadas pelos anarquistas e as palavras usadas pelos anciãos. Usar a palavra errada nas circunstâncias erradas costuma ser considerado um deslize seríssimo no protocolo.  Esses são os termos usados com mais freqüência na Família.

Anarquista – Um rebelde na família, indivíduo que não nutre respeito pelos anciãos. A maioria dos filhotes são automaticamente considerados anarquistas pelos anciãos, sendo desprezados como produtos do século XX.

Gênese – O momento em que um indivíduo torna-se vampiro, a metamorfose de mortal para Membro. Também chamado de A Mudança.

Regiões Ermas – As áreas de uma cidade que são desprovidas de vida – cemitérios, prédios velhos e abandonados, parques.

Livro de Nod – O livro “sagrado” da Família, que narra as origens da raça e sua história primitiva.

Besta – As motivações e necessidades que impelem um vampiro a tornar-se um monstro completo, renunciando a toda a sua humanidade.

Sangue – A herança do vampiro.

Irmandade de Sangue – O relacionamento entre vampiros da mesma linhagem e do mesmo clã. A idéia é muito semelhante à que existe entre os mortais, apenas os meios de transmissão são diferentes.

Jura de Sangue – A ligação mais potente que pode existir entre vampiros, a recepção de sangue num reconhecimento de submissão.

images (5)

Anúncios

Deixe seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s